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1° DE MAIO: DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR, DIA DE LUTO, DE LUTA E COMEMORAÇÃO



“O MELHOR DE NÓS, é o que temos dedicado a todos companheiros do transporte de pessoas da região metropolitana de Florianópolis. Por mais que neguem nossa dedicação, ou nos ofendam, somos trabalhadores, gente do povo como milhões de nós brasileiros.


Há décadas todos nós madrugamos para trabalhar.


Junto com toda categoria, seja nas empresas que nos empregam, seja liberados no sindicato, continuamos madrugando diariamente e cumprindo nossas obrigações, fazendo nosso trabalho. Portanto, somos nós, trabalhadoras e trabalhadores, os homenageados do dia PRIMEIRO DE MAIO.


Vai ser o segundo ano consecutivo que não nos encontraremos na FESTA DO TRABALHADOR/CATEGORIA, em nossa sede social em Santo Amaro da Imperatriz. Nossa festa sempre foi na semana do dia 1º de maio, exatamente em função da importância dessa data. ”.

(Diretoria e assessoria do SINTRATURB)


Companheiros!


Dia 1° de Maio não é só um feriado como outro qualquer.


Esse é o ÚNICO FERIADO CRIADO POR NÓS, TRABALHADORES. É um dia de LUTO pelos milhões de trabalhadores massacrados e mortos em séculos de luta contra a exploração e a violência patronal e do Estado; de LUTA, porque continuamos enfrentando essa ganância e buscando direitos; de COMEMORAÇÃO porque mudamos o mundo, temos vitórias e conquistas, ainda que não o poder político pra nossa classe.


Então, vamos contar um pouquinho dessa história. Bem rapidinho.


TUDO COMEÇA COM UMA GREVE PELA REDUÇÃO DA JORNADA DIÁRIA

A data se torna o símbolo da luta porque no dia 1º de maio de 1886 iniciou uma greve na cidade de Chicago - EUA, por melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada de trabalho de 13 para 08 horas. Nessa manifestação, houve violenta repressão policial, o que resultou em prisões e mortes de trabalhadores.


A greve ganhou ainda mais força nos dias seguintes. E espalhou-se para vários países nos meses seguintes. Assim, as jornadas de trabalho foram diminuindo, até se fixarem em 08 horas, no máximo.


Foi num encontro da Associação Internacional do Trabalho, fundada por Marx, que definiu-se essa data como “Dia Internacional do Trabalhador”. A cada ano, nesse dia cresciam as lutas em todo o mundo. Aí os patrões e seus governos começaram a decretar feriados, promover festas e outras atividades, para diminuir o número de pessoas nas manifestações e lutas sindicais.


No Brasil, após muitas greves gerais, a data virou em feriado no de 1924


QUE PRIMEIRO DE MAIO É ESSE?

A impossibilidade aglomerações, manifestações, como nosso encontro em Santo Amaro, aqui no Brasil os principais sindicatos e Centrais Sindicais decidiram fazer manifestações para suas categorias, salientando alguns aspectos de nossa realidade.


Não dá prá esconder que o governo federal não comprou vacinas já no ano passado, desdenhando de uma doença que já matou quase 400 mil brasileiros. Um governo que, no primeiro mês da pandemia liberou 01 bilhão e 300 milhões de reais para bancos e grandes empresas, mas propôs R$ 200,00 como auxílio emergencial ao povo.


Impossível não falar dessa realidade que enfrentaremos em nossa campanha salarial. Impossível não falar na falta de vacinas para nossa categoria, que está na linha de frente, junto com outros serviços públicos essenciais.


Não há como negar a realidade, com o desemprego recorde, com mais de 15 milhões de desempregados e outros 70 milhões de trabalhadores informais e precarizados.


O descontrole total da economia, sem estoques reguladores, fez o preço da alimentação explodir em 2020, como o óleo de soja que subiu 103.79% e o arroz, que subiu 76,01%, para citar apenas dois exemplos. O dólar a R$ 5,44 nesse final de abril, leva a gasolina a mais de R$ 5.10 e o óleo diesel a um aumento de 41% nos últimos 12 meses.


Num país onde 61,5% das cargas são transportadas pelo setor rodoviário e 19,5% no ferroviário, dependentes do diesel, é devastador o aumento de preços em toda a economia. E aí o governo volta a manipular os índices inflacionários, com o IBGE divulgando 6,94% como a inflação dos últimos 12 meses. Inacreditável.


A destruição dos serviços públicos é um ataque a maioria do povo, que depende deles.


O ataque dos patrões contra nossa CCT, a imposição da retirada dos cobradores, as ameaças a nossos empregos, é o n osso cenário atual, quando iniciamos nossa campanha salarial. Esses poucos exemplos que citamos das condições de vida no país, nos mostram que precisamos nos unir e retomar nossas lutas.


Saudamos e homenageamos a cada companheiro, ao mesmo tempo que chamamos a todos se unirem, só assim venceremos o medo e poderemos nos defender desse brutal ataque patronal. Vamos fazer desse primeiro de maio a data da virada em nossa luta aqui na região de Florianópolis.


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