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ASSEMBLEIA E MANIFESTAÇÃO HISTÓRICAS COBRAM POSIÇÃO DE PATRÕES E GOVERNOS


Na última segunda-feira, dia 25, demonstramos porque somos um exemplo de organização e luta sindical no Brasil. Quando o SINTRATURB entra em campo a torcida se agita, sabe que é jogo de time grande, com estratégia e atacando na hora certa. Bem diferente das tentativas feitas por alguns poucos, movidos por outros interesses e com gente de fora da categoria querendo falar em nosso nome. Oportunismo aqui não se cria, por isso fracassaram.


É preciso cuidado com essas iniciativas de gente sem representatividade, que “aparece do nada”, sem escolha de ninguém e falando em nome da categoria. Querem o quê? Reivindicando o quê? Voltar a trabalhar sem receber nossos direitos? Voltar a trabalhar sem segurança? Com um plano sanitário sem nossa participação? Acreditam que os patrões e seus governos vão se preocupar com nossa saúde e de nossas famílias?

Centenas de companheiros atenderam o chamado da diretoria e fizemos uma assembleia histórica, pelo tamanho, pelo clima de união e luta, pela unidade NA LUTA PRA RECEBER nossos direitos e GARANTIAS DE SAÚDE na volta ao trabalho, por ser a primeira assembleia de trabalhadores de Santa Catarina desde a decretação de calamidade pública e, certamente, uma das primeiras do Brasil. Provamos que é possível os trabalhadores lutarem em meio a pandemia, tomando os cuidados necessários, mas, sem deixar que nos calem.


E já tivemos conquistas: para os companheiros da municipal Florianópolis já garantimos o cumprimento do acordo que fechamos com os patrões, após o acordo do Consórcio FÊNIX com a Prefeitura de Florianópolis.


Na intermunicipal/metropolitana é preciso avançarmos e garantir nosso acordo. Os companheiros da Santa Terezinha já estão garantidos com o contato que fizemos com a empresa. Agora precisamos avançar nessa luta com demais os companheiros da região metropolitana.


Em Palhoça a Câmara de Vereadores aprovou medidas que poderão garantir os direitos dos companheiros da Jotur, o que ainda precisa ser confirmado e estamos acompanhando, pois, não tem nada garantido. É mesma situação nas empresas Biguaçú, Imperatriz e a Estrela/Intermunicipal, onde continua o chororô de sempre, alegando não terem condições de honrar o que assinaram, portanto, também não em nada garantido. As últimas três empresas citadas sempre fazem propaganda de serem bem administradas e serem sólidas, mas não dão conta de pagar dois meses de folha salarial?


Teve até o patrão de uma delas andando pela nossa assembleia feito uma barata tonta, quando deveria estar trabalhando e tomando medidas para honrar seus compromissos.

A CONVERSA COM O GOVERNO DO ESTADO

Sem ninguém por trás, sem oportunistas, sem deputados/vereadores, padres ou bispos interferindo, nossa força coletiva colocou o governo do Estado para conversar. Ontem, dia 26, protocolamos no Gabinete do Governador as nossas reivindicações, os acordos assinados com os patrões e nosso Plano Sanitário, conforme ficou definido na reunião que tivemos na Casa da Agronômica, ao final de nossa ação coletiva.


Agora é acompanharmos de perto os encaminhamentos e vamos cobrar o que assumiram com a gente. Até porque o governador já está mudando de posição, anunciando que a partir de 01 de Junho o transporte será definido por cada município/prefeito, de acordo com a situação regional. Esquece o governador que na região metropolitana, o transporte só funciona adequadamente se operar em todos os municípios.


VOLTA AO TRABALHO MAIS PRÓXIMA

Com essa declaração do governador e o prefeito Gean dizendo que se posiciona na sexta-feira, dia 29/06, aumenta a necessidade de debatermos como voltar ao trabalho.

De nossa parte, estamos prontos para voltar ao trabalho, desde que sejam adotadas todas as medidas sanitárias que nos protejam. Para isso apresentamos aos patrões e ao Poder Público um Plano Sanitário, que prevê medidas de segurança para nossa categoria e a própria população usuária.


Sem a volta do transporte, continuaremos nossa luta para garantir, no mínimo, o cumprimento dos acordos que fizemos, além de resolver os problemas que surgiram, como o fato do Governo Federal se negar a pagar o auxílio emergencial aos aposentados e demais companheiros que estão recebendo algum tipo de pecúlio do sistema de seguridade social.


VIGÍLIA E MOBILIZAÇÃO DE TODA A CATEGORIA

Caros companheiros, estamos avançando, tivemos conquistas e vitórias, mesmo durante a maior crise de nossa história. Foram os primeiros passos, mas a caminhada continua. Precisamos estar cada vez mais mobilizados para garantir nossos direitos e porque tem muitas dúvidas sobre as condições da volta do transporte, por exemplo, sobre o excesso de lotação e falta de segurança nos ônibus. E quem volta? Como ficam os grupos de risco? Tem comentários de que apenas os motoristas voltariam ao trabalho, sem os cobradores e embarcando apenas passageiros com cartões poderiam embarcar.


SEM COBRADORES, SEM TRANSPORTE A ganância dos patrões não tem fim. Eles enxergam nessa crise a possibilidade de ACABAR COM A FUNÇÃO DE COBRADOR, com argumento furado de que cédulas e moedas aumentam o risco de contágio. Sem a cobrança em dinheiro, não teriam necessidade dos cobradores.


Gananciosos e cínicos querem mostrar que transporte pode funcionar com ônibus onde o motorista trabalha sozinho. Não aceitamos essa conversa mole de que “a área de saúde” é que está fazendo esses “estudos”.


Mas que estudos poderiam estar sendo feitos onde pagamento em dinheiro é perigoso apenas dentro dos ônibus? O fato é que em toda a economia, especialmente no comércio, há enorme circulação de dinheiro, inúmeros pagamentos são feitos com dinheiro, inclusive havendo serviços pagos somente em dinheiro, como os pedágios.


Estejamos atentos. A Diretoria do Sindicato já comunicou aos patrões e aos governantes: NÃO ACEITAREMOS VOLTAR AO TRABALHO SEM OS COBRADORES. Esse compromisso foi colocado também na assembleia, de que a histórica luta pela manutenção desses postos de trabalho continuará e não podemos permitir mais esse ataque.


INCRÍVEL: NO MOMENTO DE MAIOR DESEMPREGO E QUANDO MAIS OS MOTORISTAS PRECISARÃO DE AJUDA, FALAM EM TIRAR COBRADORES? Nem nossa categoria e nem a população pode aceitar esse ataque ao transporte e à sociedade. Os patrões e políticos oportunistas dirão que é só no início, para evitar circulação de dinheiro nos ônibus e preservar os cobradores, entre outras balelas.


O fato é: para garantir aplicação das condições sanitárias dos ônibus e terminais, para garantir que usuários cumpram as condições sanitárias, é NECESSÁRIA A PRESENÇA DO COBRADOR. O momento exige, como nunca, a presença de um segundo trabalhador no interior dos veículos. O motorista não poderá ficar isolado e sozinho para orientar, responder questionamentos, atender usuários com necessidades especiais, movimentar elevadores, enfim, atender a população sem auxílio de outro trabalhador.


O recado tá dado: sem os cobradores e cuidados com nossa saúde, NÃO TRABALHAREMOS!

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