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EM DEFESA DOS EMPREGOS E DO TRANSPORTE DA REGIÃO DE FLORIANÓPOLIS


O sindicatos dos trabalhadores do transporte da região metropolitana de Florianópolis, vem a público se manifestar, sobre os últimos acontecimentos com o transporte público. Nos tornamos uma referência nacional como um sindicato que sempre defendeu intransigentemente os interesses e lutou por direitos dos trabalhadores em transporte. Mas, também, nunca esquecemos que trabalhamos num serviço público de enorme importância para o povo e para o funcionamento das cidades. Por isso, até criamos um meio de comunicação direta com usuários do transporte, o JORNAL DO ÔNIBUS, onde sempre denunciamos os problemas do transporte e nos colocamos a disposição das comunidades. Infelizmente, nunca tivemos a devida atenção.


Agora, mais uma vez, estamos trazendo ao conhecimento público a situação da categoria e do transporte nesse complexo momento de pandemia, onde, novamente, empresas e Poder Público se colocam no mesmo campo e os trabalhadores “pagam o pato”, literalmente.


Há 23 anos denunciamos que esse modelo brasileiro de CONCESSÃO PRIVADA e FINANCIAMENTO BASEADO NA TARIFA DE QUEM USA é injusto socialmente e tende ao colapso. Isso vinha crescentemente se mostrando verdadeiro, com sistemas precários, massacrantes para o povo, ineficientes para as demandas da sociedade, perdendo credibilidade e passageiros e, consequentemente, com passagens cada vez mais caras. A pandemia está colocando a “pá de cal” que faltava. O colapso é agora, não mais para o futuro e a conta gotas.


COM A REDUÇÃO, DEMISSÕES EM MASSA E NENHUMA MEDIDA INOVADORA: QUE TRANSPORTE SOBRARÁ???? Mesmo com toda a pressão da direção do sindicato, com assembleias massivas e manifestações nas ruas, na porta da residência do Governador do Estado, na frente de câmaras de vereadores e prefeituras da região, com greve nas empresas Biguaçú e Emflotur, em praticamente nada fomos ouvidos pelo governo do Estado.


Nem mesmo após profundo relato ao Secretário de Infraestrutura o governo Moisés tomou qualquer atitude, numa irresponsável e inexplicável conduta. Agora, pleiteamos audiência com a Governadora Daniela Cristina Reinehr, aguardando seu posicionamento.


As prefeituras da região não conseguem, irresponsavelmente, nem um acordo para padronizar as medidas para o funcionamento do transporte. Apenas em Palhoça obtivemos algum tipo de atenção e acolhida do problema e, em Florianópolis, como já existe um subsídio municipal ao transporte, conseguimos o cumprimento dos acordos e um real protocolo medidas de segurança e proteção, como Poder Público assumindo, em parte, sua responsabilidade.


Estamos submetidos a uma legislação que “exterminou de vez com direitos trabalhistas” no pais, com o governo Bolsonaro ampliando ainda mais o poder patronal e, inconstitucionalmente, dando-lhes poder para acordos individuais com os trabalhadores e sem a participação dos sindicatos. O judiciário a garantir mais esses ataques.


De nossa parte, apesar da lei, nos impusemos como sindicato e fizemos demorados e dolorosos processos negociais, flexibilizamos direitos, discutimos condições que jamais imaginamos que “um dia fôssemos sequer conversar”. Tudo para evitar as demissões, que desde Março começaram a ocorrer em todo o país e aqui conseguimos evitar por um bom tempo. Situação que, agora, explode nas casas de centenas de companheiros e companheiras que se veem diante do desemprego em plena pandemia.


Nas empresas Jotur, que já vinha enfrentando muitas dificuldades, Imperatriz, Biguaçu, Santa Terezinha e parte da Estrela, que operam o sistema metropolitano, a maior parte de nossos companheiros sequer tiveram pagamento da “ajuda emergencial das empresas”, prevista em lei, e estão recebendo valores de tíquete alimentação e de salários de forma parcelada. A empresa Biguaçu entrou em RECUPERAÇÃO JUDICIAL e demitiu mais de 200 empregados, da forma mais desrespeitosa que se possa imaginar.

Agora, esta verdadeira artimanha empresarial da RECUPERAÇÃO JUDICIAL é adotada nas empresas municipais de Florianópolis. A empresa Canasvieiras, sempre alardeada como exemplo de boa administração, também se utiliza do golpe jurídico nos credores, especialmente nos trabalhadores, e se anuncia que também a empresa Emflotur ingressará no mesmo caminho. Nas duas empresas foram demitidos 230 trabalhadores.


Nos bastidores, comenta-se que todas as empresas farão o mesmo caminho ardiloso contra credores/trabalhadores e contra as cidades. Além de uma luta para tentar defender nossos empregos, abrimos a discussão com toda a sociedade, porque a pergunta a ser respondida pelos Poderes Públicos (municípios e Estado) é: QUE TRANSPORTE O POVO TERÁ NO FUTURO?


Por fim, disponibilizamos publicamente ofício encaminhando a prefeitura de Florianópolis no último dia 10 de Novembro, buscando informações e posicionamento, como a sociedade poderá verificar no próprio documento.


O que sobrará de transporte para o povo?


As empresas exploradoras permanecerão!


E seus trabalhadores e usuários?


SINTRATURB: SINDICATO DE LUTA POR DIREITOS E PELA VIDA

Confira abaixo ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes:








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